Quando eu e Letícia decidimos morar juntos, eu realmente achei que estava começando a vida ao lado da mulher perfeita. Ela era tranquila, discreta, recatada… o tipo de mulher que passava segurança só no jeito de falar. Enquanto ela estava no trabalho, fiquei encarregado de organizar algumas caixas que chegaram da antiga casa onde ela morava com o ex-marido. No meio das coisas, encontrei alguns DVDs antigos escritos à mão: “Gui e Lê”. Achei que fossem fotos antigas do casal ou alguma lembrança sem importância. Eu devia ter deixado aquilo quieto. Mas a curiosidade falou mais alto.
Quando coloquei o primeiro DVD para rodar, achei que encontraria apenas lembranças antigas de um casal que já não existia mais. Mas, poucos minutos depois, percebi que tinha acabado de abrir algo que talvez nunca devesse ter visto e que havia mudado completamente a forma como eu enxergava a mulher com quem eu tinha acabado de decidir dividir a vida.