Se alguém me dissesse que um perfil de moda no Instagram acabaria destruindo a minha vida, eu teria rido. Daphne, minha esposa, era apaixonada por roupas. Ela passava horas montando looks, organizando o closet e ensinando milhares de mulheres a se vestirem melhor. O sucesso veio rápido, mas descobrimos que não eram as combinações de roupas que faziam seus números explodirem. Eram as fotos em que ela mostrava mais do corpo. Uma decisão levou à outra: ensaios de biquíni, conteúdo mais sensual e, por fim, uma conta no Onlyfans, onde ela produzia ensaios sensuais e fotos nuas. Eu nunca gostei da ideia, mas o dinheiro era bom, tínhamos uma filha para criar e continuei convencendo a mim mesmo de que aquilo tinha um limite.
Então perdemos tudo. Um golpe financeiro levou nossas economias, arruinou os negócios e ainda manchou o nome da Daphne, que era a imagem da nossa marca. Foi no desespero que lembramos das antigas propostas de produtoras de filmes adultos. Depois de noites inteiras discutindo, chegamos a um acordo: eu participaria ao lado dela, e ninguém mais pisaria no nosso casamento. A produtora aceitou a condição sem pensar duas vezes. Bastou uma assinatura para colocar tudo em movimento. Naquele momento, eu acreditava estar salvando minha família. Hoje sei que aquele contrato foi o primeiro capítulo da pior tragédia da minha vida.